Automedicação: Uma prática perigosa em busca de alívio imediato
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.17576144Palavras-chave:
Automedicação. Uso racional de medicamentos. Farmacêutico. Saúde pública. Prevenção.Resumo
A automedicação é um fenômeno multifatorial que, apesar de muitas vezes associada ao autocuidado, representa riscos importantes quando praticada sem respaldo técnico. No Brasil, apresenta alta prevalência, influenciada por fatores sociais, culturais, econômicos e pelo fácil acesso a medicamentos. Este estudo buscou compreender o panorama epidemiológico da automedicação em nível nacional e internacional, identificar determinantes sociais e farmacológicos, mapear riscos e discutir estratégias de prevenção. Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa qualitativa, abrangendo publicações entre 2005 e 2025 em bases nacionais e internacionais, além de documentos técnicos da OMS, OPAS, Anvisa e CFF. Foram incluídos 22 estudos analisados de forma crítica. A prevalência variou de 22,9% a 75,3%, sendo mais comum entre mulheres, jovens e indivíduos com maior escolaridade. Analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos, especialmente paracetamol, foram os mais utilizados. Conclui-se que a automedicação configura desafio de saúde pública, exigindo regulamentação, campanhas educativas e maior atuação do farmacêutico.
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