Uso off-label de estimulantes no Brasil: medicalização do desempenho e implicações ético-farmacêuticas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.17590364

Palavras-chave:

Uso off-label. Metilfenidato. Lisdexanfetamina. Psicoestimulantes. Ética farmacêutica.

Resumo

O uso off-label de psicoestimulantes, especialmente metilfenidato e lisdexanfetamina, tem se expandido para além das indicações clínicas aprovadas, refletindo um fenômeno crescente de medicalização do desempenho cognitivo e comportamental. Esta revisão integrativa analisou evidências científicas sobre prevalência, motivações, riscos e aspectos éticos associados ao uso não médico dessas substâncias. A busca foi conduzida nas bases PubMed, Scielo, LILACS e Google Scholar, abrangendo publicações entre 2015 e 2025. Observou-se maior prevalência entre estudantes e profissionais da saúde, com predominância feminina e motivações relacionadas à produtividade, concentração e controle de peso. Embora eficazes em indicações específicas, os fármacos apresentam riscos cardiovasculares e psiquiátricos relevantes quando utilizados sem acompanhamento clínico. Conclui-se que o uso off-label de estimulantes requer políticas públicas integradas, fortalecimento da farmacovigilância e atuação ética do farmacêutico na promoção do uso racional e seguro.

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Publicado

2025-11-12

Como Citar

custódio de Deus, A., & Campos Justino, P. F. (2025). Uso off-label de estimulantes no Brasil: medicalização do desempenho e implicações ético-farmacêuticas. Iesgo Science, 1(1). https://doi.org/10.5281/zenodo.17590364

Edição

Seção

Ciências da Saúde

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